O quebra-cabeça chamado vida

*Dr. Ismael José Vilela | Diretor do ICaPP

Montar um quebra-cabeca traz interessantes e ricas reflexões. A primeira delas é que não sabemos, de antemão, como será o quadro depois de montado. Podemos ter um modelo reduzido; mas não nas dimensões reais. Assim é a vida!

Outro aspecto é o das peças. Cada peça é um gesto, uma atitude, uma palavra, um sentimento, uma escolha, uma decisão. Vista isoladamente, a peça não revela todo o quadro da vida. Cada peça só tem sentido conectada à outra. Uma atitude tem que estar perfeitamente encaixada na outra; aí o quadro da vida vai se definindo. Quando não encaixa, a atitude seguinte não se encaixará também; a sensação é de inadequação, desconfo, desarmonia interior.
É preciso tempo. As peças não se encaixam de uma vez, como por milagre. É preciso atenção e cuidado ao olhar cada momento da vida, para não forçarmos o encaixe inadequado. Uma peça encaixada erradamente complica o quadro da vida. Mais importante ainda, é considerar que o quadro só ficará completo e mostrará sua beleza quando a última peça for encaixada.

Por último: é bom que o quebra-cabeca seja montado a dois ou mais. Com a parceria, com o diálogo, com a mútua colaboração, as peças são identificadas e encaixadas com alegria, porque há peças que parecem não fazer parte do quadro bonito da nossa vida.


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